Sexta-feira, Abril 21, 2006

A Verdade na Assessoria de Imprensa

Não querendo ferir susceptibilidades, comparo o assessor a um padre, ao qual o assessorado se deve confessar, a quem deve revelar o mais ínfimo pormenor da sua vida. O assessor deve estar a par não só do presente, mas também do passado, por mais obscuro que ele seja, de quem assessora. Torna-se, por isso, imperioso que a relação entre o assessor de imprensa e o seu cliente se torne, gradualmente, numa relação de extrema confiança mútua. O assessorado, por sua vez, deve ver em que lhe presta assessoria, um verdadeiro confidente. A este propósito lembremos Howard Kurtz, que proferiu, sobre Mike McCurry, porta-voz do Presidente dos Estados Unidos da América, Bill Clinton, a seguinte frase: “Ele acreditava que os três princípios do seu trabalho eram dizer a verdade, dar às pessoas uma janela para a Casa Branca e proteger o presidente, mas o último imperativo, muitas vezes, tornava difícil cumprir os dois primeiros”.
Contudo não é só o assessor que tem que receber, é também sua função dar informações ao assessorado acerca do ambiente, do mercado em que este está inserido. O assessor deve dominar não só as ferramentas da AI, mas também o ramo em que o seu assessorado está inserido, a concorrência que enfrenta, os consumidores e os seus fornecedores, para que, mais uma vez, não haja surpresas. A mentira e a surpresa não devem fazer parte do ambiente de trabalho do assessor: já bem bastam as surpresas inevitáveis! Ou melhor, não pode haver mentiras por parte do cliente. As omissões podem justificar-se sempre que o profissional considere necessário, no sentido de preservar, salvaguardar a imagem institucional. É também o assessor de imprensa que irá decidir se e quando as revelações poderão vir a tornar-se de conhecimento público. Mais uma vez reforçamos a importância do timing nesta profissão, pois é aqui que muitas vezes se revelam os bons e os menos bons profissionais deste meio.
A AI “procura controlar (aumenta ou restringe) o fluxo de informação que é veiculado nos media sobre o assessorado”. Os objectivos do controle de informação passam por: i) Evitar a dispersão de meios e esforços; ii) Possibilitar uma visão integral dos problemas e viabilizar possíveis soluções; iii) Evitar imprevistos; iiii) Pormenorizar as vantagens; iiiii) Definir metas e responsabilidades; iiiiii) Estabelecer uma unidade de discurso nas mensagens para que a informação fornecida aos media seja coerente.
AV

A importância do Assessor de Imprensa

Um assessor de imprensa é fundamental para, junto dos media, fazer com que uma informação relativa ao seu assessorado seja considerada importante. Ou seja, é um enorme desafio para o assessor de imprensa conseguir ir ao encontro dos critérios de noticiabilidade estipulados em cada OCS, e, em simultâneo, conseguir que o seu objectivo seja cumprido: aparecer na comunicação social como eco de um exemplo empresarial e de responsabilidade social.
Ao assessor cabe fazer a ligação entre a entidade e o público, através dos media. A AI tem como principal função administrar a informação relativa à empresa que assessoria. Por aqui passa a gestão da imagem da instituição, da criação ou manutenção de uma imagem positiva no mercado. No fundo, a AI transforma a empresa em notícia. Faz com que o assessorado apareça nos media como sendo parte integrante do conteúdo jornalístico, sem precisar de pagar por esse espaço.

P.S. Breve excerto de um trabalho realizado por mim.

AV

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

Desejo ou Necessidade?

Quando comunicamos um novo produto ou serviço, o nosso objectivo é que os consumidores aderiam o mais possível.
Mas a nossa estratégia de comunicação deve assentar em criar desejo ou criar uma necessidade no consumidor?
AV

Terça-feira, Janeiro 17, 2006

Quando o muito é pouco

A exigência é para mim um dos maiores valores que cada um de nós poder ter.
A exigência com nós próprios, a exigência com os outros. O muito não nos pode satisfazer, devemos querer mais.
Conseguir comunicar tanto como os outros não pode chegar, temos que estar à frente, temos que comunicar melhor, temos que conseguir transmitir as nossas ideias, vender os nossos produtos, a nossa imagem, muito melhor que os outros. Os outros são "o muito", nós somos mais que "o muito". Nós não pensamos em nós, pensamos em quem queremos servir, com quem queremos comunicar, são eles que importam, é para eles que comunicamos, é neles que pensamos quando estudamos que estratégia de comunicação devemos seguir.
O MUITO NÃO CHEGA
AV

Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

Apetece-me escrever…

…mas não sei o quê.
O que me move?
Neste momento tenho uma grande paixão, chama-se Comunicação. Acho que chego a ser paranóico com esta paixão. Para mim tudo se resume à Comunicação. Todos os problemas se resolvem através de uma boa estratégia de Comunicação. Sim eu sei, isto é um bocadinho extremista. Mas que a Comunicação é poder, isso, meus senhores, não o podem negar.
Qualquer situação é pretexto para eu pensar nela, na Comunicação. OK sou um sonhador. Mas gosto tanto deste meio, gosto tanto de pensar na Comunicação.
Não sei explicar, é um bocadinho parolo, mas adoro o que faço, sinto-me realizado a trabalhar neste meio apesar de ainda não estar onde quero. Mas acho que vou lá chegar (moral não me falta).
Fundamentalista, eu??!!

AV

Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

Assessoria de Imprensa

Transforma a empresa ou o indivíduo em notícia.
É um importante instrumento de consolidação de imagem junto do público.
O objectivo da assessoria de imprensa é fazer com que o assessorado apareça nos media como parte integrante do conteúdo jornalístico (interesse público), sem precisar de pagar por esse espaço.
O assessor promove o assessorado, constituindo a sua credibilidade e fortalecendo a sua imagem corporativa.
O campo de acção da assessoria de imprensa são os OCS’s, jornais, revistas, sites, televisão. Através de entrevistas, comentários, reportagens, artigos de opinião…
A assessoria de imprensa cria eventos e sugere notícias. A crise na rotina jornalística provoca o aumento de produtividade no trabalho de assessoria. O objectivo é fazer parte da Agenda Setting.
A assessoria de imprensa procura controlar (aumentar ou restringir) o fluxo de informação que é veiculado nos media sobre o assessorado.

AV

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

Comunicação Empresarial

É o conjunto das práticas da construção da imagem de uma empresa frente ao seu público interno e externo.
Globalização, público mais exigente, preocupação com o meio ambiente, sindicatos, Estes são alguns dos factores que fizeram com que as empresas investissem mais em comunicação. Em tempos difíceis da economia, as empresas precisam de saídas criativas para resolver os seus problemas, e a comunicação ganha uma importância muito grande, aparecendo como alternativa a essa situação.
Fonte: Adriana Moreira – Universidade Católica de Pernambuco

AV

Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

Acontecimentos mediáticos

Elihu Katz chama-lhes “os grandes dias de festa dos media”.
Mas como podemos definir o que é um acontecimento mediático?
Primeiro, eles desenrolam-se à nossa frente. As câmaras e os microfones estão a postos e transportam-nos simultaneamente ao lugar onde o acontecimento está a ter lugar.
Segundo, estes acontecimentos não são, geralmente, iniciados pelos media. Alguém os organizou – um líder político, um gabinete de comunicação de uma grande empresa….Naturalmente eles são organizados com a cobertura dos media em mente, mas, ao contrário do “pseudo-acontecimento” de Boorstein (1961), é provável que estes acontecimentos tivessem lugar mesmo que as câmaras lá não estivessem.
O elemento de grande drama ou ritual é essencial: o processo tem que estar carregado de emoções ou símbolos, e o resultado repleto de consequências.
A característica principal dos acontecimentos mediáticos talvez seja a insistência comunitária em que uma pessoa deve abandonar outras funções e compromissos a favor da televisão. “Pare com tudo e junte-se a nós na construção da história” é o tema constrangedor destes acontecimentos. Ver televisão é obrigatório; nada é mais importante.
Isto significa que os acontecimentos têm de ser pré-planeados. Eles não são nem espontâneos nem inesperados. Uma parte do drama é que embora o resultado possa ser desconhecido, o acontecimento é esperado e publicitado. O assassinato de Kennedy foi notícia, o seu funeral foi um acontecimento mediático.
Então quais são as condições necessárias para “criar” um acontecimento mediático?
Transmissão ao vivo de um acontecimento pré-planeado, enquadrado no tempo e no espaço, pondo em destaque um grupo ou uma personalidade heróica, com grande significado dramático ou ritual, e a força de uma norma social que torna o acto de assistir obrigatório.
Fonte: “Os acontecimentos mediáticos: o sentido da ocasião”, de ELIHU KATZ

AV